terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Adeus melões da Pamela Anderson!


Fui ao médico, não tenho nada, foi só uma depressãozinha pós-amamentação, segundo ele.

Está tudo bem, tomei até banho hoje, passei um batom vermelho, coloquei meu salto agulha e estou fazendo faxina, e aceitando numa boa ser despeitada.

Nada como um bom tanque de roupa suja pra mulher criar vergonha na cara, hahaha!

Tomei um comprimido ontem, e tava dando uma lida na bula e tive muita sorte de acordar viva hoje, porque os efeitos colaterais... bom, a lista tinha 1,5 m, coisas do tipo: vômito, flatulência, dor do dedo mindinho do pé direito, se não chover fará sol, seu cabelo poderá acordar liso, mesmo tendo cabelo de preto, foi uma loucua, acabei de ler 1 hora da manhã.

E assim, fechei um ciclo, o de amamentar, foi ótimo, foi lindo, a Lia mamou muito, estou muito feliz.

Lia não pega mamadeira, não quer tomar leite de jeito nenhum, devagar vou introduzindo outras fontes de cálcio, sem problemas, falei muito com a médica dela sobre isso, e sinceramente, nem faço questão que ela queira mamadeira.

Não posso querer que minha filha deixe meu peito pra ficar viciada num bico de borracha, isso é muita sacanagem, vejo mãe que se a criança chora, ou faz manha, ou peida, a mãe soca a chupeta na boca ou a mamadeira e manda a criança ficar quieta.

A criança é um outro indivíduo, precisamos entender isso, temos que limitar, claro, direcionar, amar, ter paciência, e dar um abraço ou um beijo e perguntar o que está acontecendo com ela, e ela vai saber responder.

Precisamos definir os laços que queremos ter com nossos filhos.

Damos a mamadeira, ou chupeta, ou aquelas fraldinhas (nojentas) pra criança cheirar, e daqui uns anos temos que tomar, e isso dá uma trabalheira danada, então não é mais fácil pular esse estágio?

Beijinhos.

6 comentários:

disse...

Você tem total razão!

Ainda não sou mãe, mas sou fono, e garanto que a chupeta não traz benefício algum. O melhor mesmo é conversar!

Vivien Morgato : disse...

O texto está ótimo: o tema é sério, mas não dá pra ler sem rir,a parte da bula está perfeita..rs

Belle Biajoni disse...

ai que saudade que eu to de voce mulher.
e da lia e do dudu...
ai ai e dificil.
eu estou bem, meu papel saiu, gracas a deus.
A foto do terror da lia esta linda, tambem ne...eu que tirei ;D
manda um beijo p ela e nao deixa de falar de mim p ela nao ta p ela nao me esquecer ;(
que linda que deve ser ela falando, ai que saudade!
Ai karen que bom que ela esta conseguindo largar o peito sem precisar de bico, a lia e uma minina linda e muito boa tudo vai dar certo.

amo muito voces.

Claudia Lyra disse...

Menina, que bom que você não está doente!! Fiquei tão preocupada aquele dia...
A Lia é uma graça e essa coisa de mamadeira e chupeta é mesmo dispensável. Os meninos aqui de casa também não usaram nada disso não: saíam direto do peito pro prato, ehehehehe....

*Lusinha* disse...

Espero ter essa visão e essa sabedoria quanto tiver a minha filha: essa separação de saber que eles não são a gente.
Bjitos!

Ana disse...

Quá quá quá...tô rindo até agora.
Bem, eu amamentei meu primeiro filho até os quatro anos, continuei amamentando na segunda gravidez e quando cheguei da maternidade com a segunda, ele se apaixonou e disse pra ele que agora a teta podia ficar pra ela.
Bem, amamentei por mais 6 anos, ela já estava quase na faculdade.
Nem preciso dizer que "amei muito tudo isso", sem chupetas, frescurites de escovinhas pra lavar mamadeiras, bolsinhas pra carregar melecas de panelinhas de esterilizar e aquelas tosquices todas.
Era levantar a roupa e dê-lhe teta.
Em casa até fizeram um gráfico comparativo de produção de leite entre mim e uma vaca holandesa daquelas de exposição agropecuária.
O resultado de tudo isso. Conta de farmácia zero, criança pelada e de pé no chão, ou seja: saúde pra dar e vender.

Beijos, já adicionei seu blog.