Quarta-feira, 1 de Julho de 2009

Ceratocone - descoberta, evolução e adaptação às lentes


Relous!!!

Minha gente, não sabia que vcs me liam!!!

Obrigada pelas palavras de conforto, Alex, é hereditário mesmo, mas não achei ninguém na minha família que tenha. Todos usamos óculos, mas o primeiro caso de ceratocone diagnosticado, claro, foi o da cagada aqui.

Quero contar como é que estou me conscientizando e me adaptando à nova vida depois da descoberta e de todos os delicados problemas que surgem durante o caminho embaçado da pessoa que tem a doença.

Na sexta feira chegaram as lentes e fui para o consultório fazer novos testes de adaptação.

Tudo meio triste, mas meu oftalmo é um cara suuuper maneiro. Segurou as pontas comigo. Combinamos que usaria 2 horas no primeiro dia e aumentaria uma hora nos dias seguintes.

Sábado. Não coloquei, fiquei com muito medo. Biajoni saiu para beber com uns amigos e tinha medo de colocar sozinha em casa com as crianças. Sei que tem gente que vi meter o pau no Bia, onde já se viu passar a tarde fora, e não ficar me casa esperando a mulher botar a lente... penso que colocar as lentes é um problema meu, tudo depende de mim, a coragem tem que ser minha e não dele.

Domingo. Biajoni limpou a casa para mim, lavou a louça do almoço, foi um amor. Fiquei com as lentes durante quase 2 horas. Doeu, incomodou, não consegui abrir os olhos, foi difícil.

Segunda. Tentei colocar, ela foi para o lugar errado, estava sozinha e fiquei apavorada. Tirei, e como tinha que dirigir e estava sozinha, desisti.

Terça. Coloquei à noite, me senti menos mal que nos dias anteriores, consegui conversar e tentei ler o jornal, não está sendo fácil, mas vou continuar tentando.

Li alguns blogs e sites sobre o tema, a maioria das pessoas não consegue se adaptar às lentes.

Vou continuar escrevendo e espero que tenha sucesso, caso dê tudo certo, outras pessoas poderão ler e ver aqui no blog que consegui. Isso pode ser encorajador tanto para mim quanto para os outros. Uma moça chamada Cris me mandou um e-mail me pedindo ajuda, me pareceu bem preocupada pois tem ceratocone também, o que posso te dizer, Cris, é que não existe um milagre para esse caso. A melhor palavra que encontro agora para me ajudar é CORAGEM.

Beijos pra todo mundo, fiquei muito contente com os e-mails e comentários.

Quinta-feira, 25 de Junho de 2009

Eu tenho Ceratocone. Jesuis!

Flacidez, celulite, rugas na área dos olhos, tpm, cabelos brancos... pensei que fossem esses os meus problemas, mas fui ao oftalmologista e descobri que tenho mais um: o ceratocone.

É uma doença que afeta a córnea, e que normalmente diagnosticada como miopia, mas com testes mais apurados, detecta-se o ceratocone. A córnea vai ficando bicudinha, como se fosse um cone mesmo, mas conforme o tempo passa, a tendência (que assim seja), é
estabilizar.

Há 5 anos atrás, fiz uma exame chamado ceratoscopia para fazer uma medição nos olhos e um teste com lentes de contato, já que é o meio mais apropriado de manter o ceratocone estável.

Desses anos para cá não consegui usar as lentes, infelizmente. O tempo passou e há uns dias atrás fiz um novo exame etive uma surpresa desagradável: não usei as lentes quando a doença mais evoluiu. Existem uns picos de avanço da doença de acordo com a idade.

Hoje, meu olho esquerdo enxerga duas vezes menos que o direito. Farei novos testes das lentes amanhã.

Sinto muita dificuldade quando dirijo, principalmente à noite, pois não identifico de onde vem as luzes dos faróis, quando leio também, é muito fácil confundir as letras. Mas meu oftalmo me disse que existe um material novo, mais confortável, mais seguro que as lentes rígidas anteriores.

É crer para poder ver. Beijoquitas!!!

Visitem anualmente um oftalmologista.

Terça-feira, 16 de Junho de 2009

Ah, Lia...





Lilica faz 3 aninhos hoje!!!

Terça-feira, 26 de Maio de 2009

Botando o papo em dia...


Lia e eu no Instituto Moreira Salles



Árvore que nasceu em cima da estrutura de pedras, o máximo.



Cachoeira do Parque das Antas, foto de profissional, hein?



Fiquei maluca quando vi as raízes dessa árvore envolvedo o muro de pedras...


Fui ver minha vó domingo passado e fiz essa receita. Ela adorou! Anona aí, vale a pena.

Bolo de flocos de milho com coco:Ingredientes:
2 x. de flocos de milho (polentina, milharina)
2 x. de leite
1 1/2 x. de açúcar
1/2 x. de óleo de milho
1 x. de coco ralado
3 ovos
1 colher (sobremesa) fermento em pó

Preparo:
Numa panela, coloque o leite, o açúcar, o floco, e o óleo, mexa devagar e deixe ferver em fogo baixo por 5 minutos. Desligue e deixe esfriar.
Bata as claras em neve, acrescente as gemas no mingau já frio com o coco ralado.
Coloque as claras em neve com o fermento e mexa devagar. Coloque numa fôrma untada e
leve ao forno médio até dourar.

Fugindo um pouco da receita, estive em Poços há 2 meses. Visitei o Véu das Noivas, o Parque das Antas, almocei na Fazenda do Osório e comi muuuuito pão de queijo no Instituto Moreira Salles. Sei que com tanta coisa interessante para fazer no IMS, e eu falando de pão de queijo, mas é que não vi nada. Chegou a cesta com 10 pães de queijo, com requeijão, geléia, doce de leite, manteiga e mel. Aí, mermão...

Também tomei um café na praça, no Café Colonial, que praça é aquela? Belíssima!

Poços é uma cidade encantadora, um casal de amigos tem uma casa no pezinho da montanha. Lugar lindo com uma vista maravilhosa.

Vejam as fotos lá em cima!

Beijos e chega. Estou afônica há 20 dias, Lia gripada, um caos.

Não se esqueçam de deixar uma toalha úmoida nos quartos durante a noite, ou uma bacia com água, tomar água de 10 em 10 minutos, uns golinhos apenas. E manter o nariz hidratado com soro fisiológico. Dicas para despiorar a seca.

Ah, e muito caldo, aqueçe e dá pra colocar dentro alguns legumes que as crianças não
comem porque vc bate tudo e eles não identificam os sabores. Boa hora de nutrir corretamente os pequenos.

Terça-feira, 12 de Maio de 2009

Finalmente...



Fotos do Show do Maurício Pereira, há uma década atrás. Dia 26 de Abril de 2009, no Auditório do Ibirapuera.
E aí?

Gente, que bom que a Lia dormiu mais cedo, assim posso colocar a bagaça em ordem.

Há 2 semanas a menina não toma banho. Chega a hora do banho, chora, berra e soca a gente. Ela ficou gripada, durante a gripe, achamos que era uma certa indisposição mesmo, dor no corpo e tal... mas aí a gripe passou e a aversão à banho continuou.

Liguei para a médica dela, que me sugeriu a resolver tudo na ignorância, pegar e colocar no chuveiro e nem ligar, deixar berrar, tirar do chuveiro e trocar de roupa. Isso vai mostrar para a criaturinha quem manda na situação.

But...ontem eu e Biajoni seguramos a bichinha e quando pensa que não, ela escapa pelo meio das nossas pernas... e chora, berra e soca os pais.

Hoje a levei pra aula bem cedinho porque precisava mandar um release para umas revistas, consegui dar um banhozinho beeem sem vergonha, fui buscá-la às 17:30, imagina cansadíssima, paramos com ela numa padaria. Ela comeu croquetinhos e bolinhas de queijo. E a gente já foi preparando o espírito: ih, filhinha, que pezinho sujinho! Nossa! precisamos lavar, ai, que gostoso, água quentinha!

Ela: gente, pui favoi, num vô tomá banho, num quelo.

Chegamos em casa, jantamos, tentei conversar com ela novamente, e cheguei à conclusão que não vou me matar. Dormiu no meu colo. Suja. Preta.

Botei na cama, e passei um paninho quentinho "nas partes" e boa. É duro ter filho.

Bom, para dar uma atualizada, ganhei um livro do Muta - "A Arte de Produzir Efeito Sem Causa", já li e pra não prolongar o post, gostei muito mais de Jesus Kid.

Estou lendo "A Perereca" do Biajoni, e ninguém vai acreditar, mas vou falar mesmo assim, há 2 dias sonho com as páginas que leio. Sonhei que vi Assis entrando no puteiro dos travecos, depois sonhei que espiava junto com o Rafael pelo buraco da fechadura Monique fazendo sexo na mesa do delegado... O Bia é bom!

Fui no show do Maurício Pereira com o Bia e Shira, lindo, lindo... e encontrei com um amigo antigo da minha terrinha, por ele, o Marcelinho Maluf comecei a gostar de algumas bandas que amo até hoje.

Ah, o Marcelo também escreveu um livro, depois dou mais detalhes.

Li também a "Arte de Escrever Bem", da Dad Squarise e Arlete Salvador. Livro para quem lida com escrita, e lá explica de uma maneira muito descontraída o que qualquer pessoa que trabalhe com jornalismo deve saber. Os gêneros jornalísticos, emprego de palavras novas para releases, pirâmide invertida. Gostei muito.

Chega, né?
Beijos!

Quinta-feira, 9 de Abril de 2009

Sustentabilidade

A palavra está na moda, mas vc realmente já parou para pensar a respeito?

Veja esse papo super descontraído de Letícia Freire (Mercado Ético), com uma senhora de 85 anos, a dona Ana Gaz:

Com dúvidas sobre como adicionar a sustentabilidade em sua vida? Essa vovó tem uma deliciosa receita de vida e ensina que sustentabilidade é um tempero antigo, mas muito saudável para todas as gerações.

A história de vida de Ana Gaz, essa senhora de 85 anos, é um capítulo a parte.
Imigrante, ela chegou ao Brasil ainda na década de 50. Na mala trazia poucas roupas, um livro de culinária e os valores de vida herdados dos pais.

Como eu sei disso? Ana mora no mesmo bairro que eu e temos uma deliciosa afinidade: trocamos receitas. Numa dessas conversas, entre bolos de cenoura e pasta ao vôngoli, ela me surpreendeu dizendo: “nada mais sustentável que a casa da gente!” O papo rendeu uma bela pasta e esta matéria.

“Éramos todos sustentáveis.” Foi assim que começamos nossa receita, digo conversa. Na panela a água fervia. Ana continuou “Eu tinha 11 irmãos. Morávamos numa fazenda. Tínhamos na pele a marca da sobrevivência, sabíamos dar valor a terra, a natureza. Para nós eram claros os valores da solidariedade e do respeito aos nossos pais e irmãos”, temperou a frase com a mesma habilidade que salgou a água para a pasta.

Ana é conhecida no bairro como “vovó Uva”. Sempre que pode compra a fruta direto do produtor e divide a quantidade entre alguns “queridos”, como ela mesma fala. Ana também é conhecida por dar aulas de compostagem e reutilização de alimentos para os vizinhos. “Alguns são preguiçosos, outros mal informados”, comenta sobre as “consultorias” dadas.

Para essa senhora, muita coisa melhorou, com o progresso econômico e financeiro das pessoas. “Muita coisa evoluiu. Não se morre mais pelo que se morria antes”. Ainda assim, Ana fala com tristeza do outro lado da moeda, como a violência urbana, por exemplo. Depois de ser assaltada duas vezes na casa onde morava com o marido, ela desistiu do “jardim de cheiro” e do pomar. Voltou a morar em um apartamento para ter tranqüilidade. “Roubar é feio! Se é acompanhado de violência então, é uma vergonha”, desabafa.

Tempos modernos

Em épocas difíceis em que, para muitos estudiosos, o centro da crise financeira atual é a falta de ética e valores nas relações humanas, Ana tem razão por achar “graça” em muitas coisas. Mas a graça vem da sabedoria e da lição de vida.
“Qual seria o problema dos tempos modernos?”, pergunto.
“Os ensinamentos simples e a irmandade virou artigo de luxo, de consultoria, como vocês falam hoje. Imagine só, tem gente ganhando dinheiro ensinando as empresas a serem éticas e corretas? Não se ensina isso para empresas, se faz isso com pessoas. Foram as pessoas que se esqueceram de si mesmas, do outro, da terra” - responde sorrindo.

“Você poderia dar uma consultoria aos leitores do Mercado Ético sobre temas ligados a sustentabilidade?”
“Se é para melhorar, claro que posso. Mas saibam desde já. Mudar leva tempo e é preciso disciplina e perseverança. Para os que chegam lá, porém, a recompensa é delíciosa”, diz ela com aquela boa e conhecida piscadinha de olho que só as vovós sabem dar.

20 dicas sustentáveis da “vovó Uva

1 Seja empático.
2 Seja educado.
3 Respeite os mais velhos.
4 Generosidade é uma virtude. Procure cuidar bem do lugar que você
vive e das pessoas com quem convive.
5 Cultive as pessoas como se cultivasse plantas. Aliás,
plante mais.
6 Procure se aperfeiçoar sempre e divida seu conhecimento com outros
que não tiveram a mesma oportunidade que você.
7 Faça uma pequena horta de temperos em casa e
use o lixo orgânico como adubo.
8 Economize água. Valorize esse recurso por todos.
9 Valorize a eletricidade. Não desperdice energia.
10 Se estiver de carro: dê preferencial aos pedestres e ciclistas.
Pode deixar o ônibus entrar antes de você? Se sim, ótimo.
Lembre-se que no seu carro você está, muitas vezes, sozinho.
O ônibus leva pelo menos 30 pessoas.
11 Cansado da rotina? Precisando de idéias novas?
Vá caminhando ou escolha o ônibus pelo menos duas vezes por
semana como meio de transporte. Perceba outras paisagens nesse mesmo horizonte.
12 Valorize seus hábitos de consumo: mude do “ter” para
o “ser”.
13 Reutilize. Seja criativo.
14 Converse com o carroceiro da rua sobre reciclagem.
15 Água do macarrão pode virar a água do feijão
do dia seguinte ou para a sopa da noite. Não jogue nada fora. Pense
sempre em reutilizar.
16 Não jogue o óleo de cozinha na pia. Você sabia que
ele pode virar sabão e gerar renda para muitas outras pessoas?
17 Você precisa de tantas sacolas plásticas e embalagens na
hora da compra? Pense nisso.
18 Converse com as pessoas. Lembre-se que somos feito de trocas.
19 Na empresa? Trabalhei pouco fora de casa. Costurei muito, cozinhei para
fora, mas sempre estive em casa. Acredito que a máxima é verdadeira,
ou seja, para os empresários a dica é: cuide da sua empresa
como você cuida da sua casa. E se você perceber que sua empresa
não corresponde às mudanças, veja como as pessoas estão
tratando as pessoas dentro desse espaço.
20 Não seja egoísta. Faça escolhas boas e saudáveis
para a vida. Gaste sua energia em projetos que beneficiem a outras pessoas
além de você mesmo.

Fonte: www.mercadoetico.terra.com.br

É isso!

Beijo, bom feriado e cuidado com o chocolate. Tudo o que é demais, sobra.

Terça-feira, 31 de Março de 2009

AMOR!

Difícil explicar esse sentimento que mexe tanto com nossas cabeças e corações.

Fui ao dentista ontem, e na sala de espera fiquei rindo com as brincadeiras de uma mulher e sua filhinha.

A bebê tem 1 ano e se chama Duda. Mas a mulher não é sua mãe. Aliás, ela nem conhece sua mãe biológica, o que se sabe dela é que ela tem 13 anos e está internada numa clínica de reabilitação para drogados.

Não sei o nome da mãe de coração da Duda, mas ela a conhece desde os 4 meses de idade, e fica com ela todo final de semana. Pega a Duda na sexta e devolve na segunda.

Perguntei como ela teve essa idéia de ir nesse abrigo e procurar alguma criança para levar para casa todo final de semana, e se isso não é triste e desgastante.

Ela diz:

- Sim, é desgastante, ela é muito pequena ainda e precisa de muitos cuidados. Frequento esse abrigo porque acho que todas as crianças precisam de amor, carinho e atenção. Estou sofrendo muito toda segunda feira quando tenho que deixá-la, por isso, entrei com pedido de adoção. Quero que a Duda seja minha filha pra sempre.

Comecei a chorar. Fiquei pensando o que será que faz uma pessoa com uma vida tranquila, estabilizada sair de casa e procurar um abrigo de crianças, e dar carinho e presentes para elas, e mais: abrir a porta de sua casa tentando fazer a vida dessas crianças mais feliz.

A resposta: AMOR. Amor à vida, amor ao próximo, o amor incondicional, que supera tudo e todos.

Boa semana! Amem! Amém!