sexta-feira, 20 de julho de 2007

dúvida cruel!



Flávio, você está certo em me dizer que não são as mesmas proteínas, mas acredito realmente que podemos diminuir consideravelmente a quantidade de carne vemelha que ingerimos.

Quando me referi a soja, quis dizer pode ser um bom substituto num prato pra não ser sempre a carne vermelha. Acho que me expressei mal...

Antes mesmo de imaginar que teria um blog, há cerca de um ano, tenho lido muito sobre alimentação e em especial sobre Macrobiótica, que é uma alimentação onde não se consome carne vermelha, somente legumes, verduras e grãos os mais diversos possíveis, e pedem uma atenção especial ao ingerirmos também produtos refinados, já que perdem suas propriedades.

Li uma vez num livro da Sonia Hirsch o "mamãe eu quero" sobre isso, e gostaria de esclarecer meu ponto de vista com esse trecho do livro:

"Hoje em dia há muita conversa sobre a proteína, e algumas pessoas levam o assunto aos limites da obsessão.

Faz sentido porque a proteína é a matéria-prima do que chamamos de carne e osso, de outro não faz, porque uma alimentação equilibrada , mesmo só a base de vegetais, fornece proteína suficiente pra um crescimento forte e sadio.

Proteína é o resultado de 23 unidades chamadas aminoácidos. A maioria pode ser convertida pelo corpo ou sintetizada pelo corpo; mas existem oito deles que precisam ser absorvidos da comida, que eles estejam na proporção certa. São os chamados "aminoácidos essenciais": triptofano, leucina, isoleucina, lisina, valina e treonina, mais os chamados sulfurosos e aromáticos.

Essas informações vem do livro chamado Diet for a Small Planet, de Frances Moore Lappé, uma moça que se dedica a provar que a fome mundial é um mito.Ela pesquisou tudo a que se refere a proteínas.Depois de encher várias salas com estatíticas e tabelas, e de passar dez anos vendo seu livro ser lido por milhões de pessoas, Frances chegou a uma conclusão fantástica: você não precisa se preocupar nenhum pouco com as proteínas que está ingerindo,, desde que sua alimentaçào seja rica e equilibrada. Equilibrada como? Basicamente assim: cereais integrais , como o arroz, sempre combinado com leguminosas, ou seja, feijões, lentilha, grão-de-bico, soja e seus derivados, e mais legumes raízes e verduras.

Assim o arroz integral tem certos aminoácidos essenciais, o feijão tem outros, comendo os dois separadamente, não acontece nada, por isso deve existir a combinação, onde um alimento completa o outro, o todo é muito maior do que a soma das partes.

Outra coisa que ela comprovou é que em média, uma alimentação à base de vegetais provê, além das proteínas, mais do dobro de vitaminas e minerais do que uma alimentaçào a base de carne e peixe."

Bom; é isso, eu Karen acho que comer é um estado de espírito, quem está a fim e se sente bem comendo o que quer que seja e acha que faz bem, ótimo.

Não quero mudar a opinião de ninguém, nem causar polêmica, minha proposta é de poder mostrar o outro lado, que o que e como comemos interfere diretamente na nossa relação com o mundo, e com as pessoas que a gente ama... só isso.

Comer pra mim é mais do que abrir a boca, mastigar e engolir.

Beijão!

3 comentários:

Flavio Prada disse...

Que linda que você é. Foi me responder meu comentário! Obrigado Karem. Olha, meu curriculum na área é o seguinte: casado com nutricionista há mais de vinte anos. Absorvi tudo por osmose. O que vocè recolheu nas tuas leituras está fundamentalmente certo. As proteínas constituem por volta de 75% de nosso corpo e ao contrário do que muita gente pensa, não é necessário ingerir proteína para fazer proteína. O excesso dela no organismo se transforma em açúcar e gordura. Além disso, os metabólitos gerados pela absorção de muita carne por exemplo, liberam quantidades industriais dos tais radicais livres. Por outro lado, alimentar-se somente de vegetais requer combinações perfeitas, não somente para o aporte de substâncias mas também pela capacidade de absorção do corpo. Por exemplo, se determinados aminoácidos essenciais não tiverem uma correta quantidade de ferro, eles vão embora sem deixar a gente feliz. Na receitinha que voce deu, precisa acrescentar as oleaginosas por exemplo. Por isso que ingerir carne, que contém tudo isso em forma equilibrada é importante. Repito, o problema é o exagero, como eu faço. Até porque, e voce mencionou a macrobiótica, me lembro de quando anos atrás, veio um dos gurus do Japão e disse que no Brasil se pratica a macroidiótica, pois ninguém proíbe nada na macrobiótica e sim se busca o equilíbrio. Se para o equilíbrio serve comer, carne, coma-se carne. Macrobióticamente.
Olha, voce já viu que gosto do assunto. Vou voltar sempre e vou incomodar sempre também. Não se irrite comigo que sou um boi de manso. Mas nesse anos todos em que tenho ensinado à minha mulher a nutrição, temos visto muitos e enormes tabus alimentares e isso fere um pouco nosso prazer de poder viver com saúde sem renunciar aos prazeres. Tem gente que come como quem está tomando remédio e isso empobrece demais a vida. Não é teu caso, que é gentil demais e sabe viver. Um enorme beijo e de novo, obrigado.

Miss Dejavu disse...

Olá Karen...
Tô sempre dando uma olhadinha lá no Blog do Biajoni e passando por aqui tive uma agradável surpresa...estou adorando suas dicas e não poderia deixar de comentar sobre as informações que você tem postado...Aqui em casa não somos macrobióticos, mas minha mãe sempre inclui a soja nas nossas refeições...eu adorooooooo!!!!!...=]
Gostei também do seu carinho para com o Flávio...essa atenção em responder os leitores, acho fundamental...
Parabéns
bjos

Viva disse...

Estou adorando o debate que, nesse altíssimo nível, é sempre saudável. Não tenho hábito de comer soja mas a partir de agora vou começar a pensar em incluí-la no cardápio. Por isto já te peço que nos brinde com algumas receitas específicas pra não assustar quem está começando na área :).
Beijos queridona.