sexta-feira, 15 de agosto de 2008

C´est la vie

É... muita coisa aconteceu por aqui nesses últimos dias, dear diary...

Nunca nos preocupamos muito com o que vai ser da nossa vida, não criamos expectativas, não guardamos dinheiro, não pedimos desculpa, nem desculpamos os outros, brigamos, batemos, reclamamos. Aí, um dia, uma pessoa tem um infarto.

Pode ser vc, pode ser alguém que vc ama muito, pode ser que vc tenha muitas coisas pra fazer ainda, falar ainda, resolver ainda, mas o infarto fode tudo, e todo mundo fica sem saber se vai dar tempo de resolver as pendências.

Aconteceu isso com minha mãe, ficamos muito preocupados, eu, além de preocupada, senti um certo remorso por termos brigado boooooa parte de nossas vidas.

Hoje tá tudo bem, tudo resolvido, mas me assustou. Só pensamos na vida quando a morte chega. Ou passa perto.

Estou trabalhando com assessoria, ou tentando trabalhar, é tudo novo, os assuntos são os mais variados, já que faço parte do time de assessoria da APAE cultural, e depois trabalho também com assessoria numa empresa que trabalha com meio ambiente. Depois limpo a casa, passo roupa, cozinho. É de pirar o cabeção.

E a mulher-aranha (Lia), que agora também é agora chamada de mulher-macaco, subiu no sofá e pulou, pulou, e caiu, tá com o nariz sangrando, cortou a boca, tá com um beiço de Angelina Jolie.

A vida é dura.

4 comentários:

disse...

Puxa, que loucura!!
Tadinha da Lia! :(

Quanto ao que vc disse é bem verdade: só pensamos no que deveríamos ter feito/dito à pessoa X quando ela corre risco de vida...

Belle Biajoni disse...

óin que saudade da thuthuquinha que eu estou. saudades de todos vocês. calma porque tudo tende a melhorar. boa sorte aí na assessoria, ligarei para voce amanha.

beijos ;*

Fábio Shiraga disse...

A vida é dura mesmo. E O Cheiro do Ralo é o máximo. risos... Eu não consigo ouvir esta frase sem lembrar do filme.

Sobre o susto que tua mãe lhe deu, me fez lembrar de Renato Russo cantando que é preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã. E sabe que isso ele possivelmente tirou de If Tomorrow Never Comes, do Garth Brooks, né? Eu recomendo.

Mônica disse...

Puxa vida, Karen... Eu sei que tô sumida, mas às vezes dou uma lida no seu blog, escondidinha, sem comentar. Gosto muito. Acho legal demais você ter feito um blog.

Que bom que a situação da sua mãe tá sob controle. Quando comecei a ler o post, senti um gelo no coração. Que bom que tá tudo bem. Espero também que a Lia fique boa logo. Se bem que eu, que tinha mãe pra lá de corajosa (uma vez apareceu uma jibóia numa casa em que morávamos e quem teve coragem de lidar com a grandona foi ela), fui criada pra ser medrosa, isso sem falar nos meus neurônios com tendências fóbicas. Acho que criança que se arrisca, que toma uns tombos que não fazem grande estrago acabam sendo mais corajosas. Eu, por exemplo, nunca subi em árvore.
Fiquei feliz em saber do seu trabalho. Depois queria saber mais. Vou ver se desapareço menos. Eu tenho sumido dos amigos, da família, de todo mundo que gosto.

Ah, meu pai teve um AVC (isquemia) mas tá se recuperando. O susto foi grande, mas espero que tudo continue indo bem.

Um beijão pra você e pra todos aí. Gosto muito de você. Tô torcendo por sua mãe, que sei que é lutadora, valente mesmo.

:)